Da janela, há três meses, o horizonte angulado e mais
algumas árvores que adornam de curvas os formatos criados por gentes. É da
mesma janela que avisto, dia após dia, algumas cores do entardecer. Com sorte,
sempre anoitece, e os pássaros já se acolheram em lugares que minha vista não alcança. À noite, as luzes quadradas não mentem ao
entregar esperança. Ruídos se cruzam de seres que seguirão afastados,
por mais que tudo isso acabe.
No comments:
Post a Comment